Comentário:
óleo de peroba é pouco pra passar na cara dessa mulher.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Dilma quer aprovar legislação para limitar paralisações e impedir abusos
Vera Batista
Rosana Hessel
Publicação: 21/08/2012 07:22 Atualização:
Brasília tem sido alvo constante de protestos de servidores, muitos de braços cruzados há mais de dois meses, prejudicando a população
A presidente Dilma Rousseff está convencida de que o governo precisa fazer andar, no Congresso Nacional, o projeto de lei que regulamenta o direito de greve do funcionalismo público. A movimentação do Palácio do Planalto só começará, porém, depois que a categoria fechar o acordo que prevê reajuste salarial de 15,8% divididos em três anos. "O governo não tomará qualquer atitude em relação à lei de greve enquanto não encerrar as negociações com o funcionalismo. Não há por que apressar o projeto, dando a sensação de revanchismo, pois a greve continua", disse um técnico da equipe econômica envolvido com o tema. "Mas que o governo trabalhará para impor limites aos servidores, não há dúvidas. As paralisações atuais, sobretudo da Polícia Federal, mostraram que não há limites para abusos e para o desrespeito com a população", acrescentou.
A Constituição de 1988 assegurou ao funcionalismo público o direito de cruzar os braços, mas determinou que o Congresso aprovasse uma lei para regulamentar o movimento. Porém, 23 anos depois, quase nada foi feito nesse sentido. Em novembro do ano passado, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) apresentou o Projeto de Lei n.º 710/11, com o objetivo de fixar limites às greves no setor público, de forma a manter o direito das manifestações, mas garantir, também, que a sociedade não seja prejudicada, como está ocorrendo, agora, com filas dos aeroportos, bloqueios de mercadorias nos portos, sobretudo medicamentos, e suspensão de aulas em quase todas as universidades federais.
Segundo Ferreira, o Congresso tem algumas propostas, mas, na ausência de lei específica, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), está sendo usada a Lei de Greve, de n° 7.783/89, que vigora para a iniciativa privada. Esse texto prevê que os sindicatos mantenham, no mínimo, 20% dos trabalhadores atuando em funções essenciais durante as paralisações. Pelo projeto do senador, os servidores têm de manter, pelo menos, 50% do efetivo trabalhando. Nos serviços essenciais, como saúde, transporte, abastecimento de água, energia elétrica, judiciários e coleta de lixo, são 60%. Na segurança pública, 80% dos agentes das polícias Civil, Federal, Rodoviária e do Corpo de Bombeiros devem continuar em serviço. Há um limite de 30% para pagamento dos dias parados. Após um mês de greve, por exemplo, os servidores só teriam direito ao equivalente a nove dias, se não houver acordo sobre reposição.
O PL autoriza também, que após 48 horas sem os percentuais mínimos de funcionários, o poder público contrate pessoal, em caráter emergencial, para cumprir aquelas funções. Além disso, 15 dias antes da paralisação, os servidores ou de entidade sindical devem tentar conciliação e comunicar a greve ao poder público. Aloysio entende que é preciso reconhecer as diferenças entre serviço público e iniciativa privada. "A greve no setor privado implica em um conflito entre o patrão e o empregado. Quem é prejudicado é o patrão, que diminui seu lucro. No caso da greve no serviço público, a população é quem paga o pato", justificou. Ele disse estar preocupado com o cidadão que paga impostos e sustenta os serviços públicos e o salários dos servidores.
» No Congresso
O relator do Projeto de Lei nº 710/11, senador Pedro Taques (PDT-MT), disse que, em breve, apresentará seu parecer sobre a regulamentação do direito de greve dos servidores. Tramita ainda no Congresso o PL nº 728/11, que limita as paralisações durante a Copa de 2014.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/08/21/internas_economia,318281/dilma-quer-aprovar-legislacao-para-limitar-paralisacoes-e-impedir-abusos.shtml
Rosana Hessel
Publicação: 21/08/2012 07:22 Atualização:
Brasília tem sido alvo constante de protestos de servidores, muitos de braços cruzados há mais de dois meses, prejudicando a população
A presidente Dilma Rousseff está convencida de que o governo precisa fazer andar, no Congresso Nacional, o projeto de lei que regulamenta o direito de greve do funcionalismo público. A movimentação do Palácio do Planalto só começará, porém, depois que a categoria fechar o acordo que prevê reajuste salarial de 15,8% divididos em três anos. "O governo não tomará qualquer atitude em relação à lei de greve enquanto não encerrar as negociações com o funcionalismo. Não há por que apressar o projeto, dando a sensação de revanchismo, pois a greve continua", disse um técnico da equipe econômica envolvido com o tema. "Mas que o governo trabalhará para impor limites aos servidores, não há dúvidas. As paralisações atuais, sobretudo da Polícia Federal, mostraram que não há limites para abusos e para o desrespeito com a população", acrescentou.
A Constituição de 1988 assegurou ao funcionalismo público o direito de cruzar os braços, mas determinou que o Congresso aprovasse uma lei para regulamentar o movimento. Porém, 23 anos depois, quase nada foi feito nesse sentido. Em novembro do ano passado, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) apresentou o Projeto de Lei n.º 710/11, com o objetivo de fixar limites às greves no setor público, de forma a manter o direito das manifestações, mas garantir, também, que a sociedade não seja prejudicada, como está ocorrendo, agora, com filas dos aeroportos, bloqueios de mercadorias nos portos, sobretudo medicamentos, e suspensão de aulas em quase todas as universidades federais.
Segundo Ferreira, o Congresso tem algumas propostas, mas, na ausência de lei específica, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), está sendo usada a Lei de Greve, de n° 7.783/89, que vigora para a iniciativa privada. Esse texto prevê que os sindicatos mantenham, no mínimo, 20% dos trabalhadores atuando em funções essenciais durante as paralisações. Pelo projeto do senador, os servidores têm de manter, pelo menos, 50% do efetivo trabalhando. Nos serviços essenciais, como saúde, transporte, abastecimento de água, energia elétrica, judiciários e coleta de lixo, são 60%. Na segurança pública, 80% dos agentes das polícias Civil, Federal, Rodoviária e do Corpo de Bombeiros devem continuar em serviço. Há um limite de 30% para pagamento dos dias parados. Após um mês de greve, por exemplo, os servidores só teriam direito ao equivalente a nove dias, se não houver acordo sobre reposição.
O PL autoriza também, que após 48 horas sem os percentuais mínimos de funcionários, o poder público contrate pessoal, em caráter emergencial, para cumprir aquelas funções. Além disso, 15 dias antes da paralisação, os servidores ou de entidade sindical devem tentar conciliação e comunicar a greve ao poder público. Aloysio entende que é preciso reconhecer as diferenças entre serviço público e iniciativa privada. "A greve no setor privado implica em um conflito entre o patrão e o empregado. Quem é prejudicado é o patrão, que diminui seu lucro. No caso da greve no serviço público, a população é quem paga o pato", justificou. Ele disse estar preocupado com o cidadão que paga impostos e sustenta os serviços públicos e o salários dos servidores.
» No Congresso
O relator do Projeto de Lei nº 710/11, senador Pedro Taques (PDT-MT), disse que, em breve, apresentará seu parecer sobre a regulamentação do direito de greve dos servidores. Tramita ainda no Congresso o PL nº 728/11, que limita as paralisações durante a Copa de 2014.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/08/21/internas_economia,318281/dilma-quer-aprovar-legislacao-para-limitar-paralisacoes-e-impedir-abusos.shtml
Viver ou juntar dinheiro?
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada:
Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios.
Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa...
Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00.
Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde.
Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz.
Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida". (Max Gehringer)
Comentário: fica aí um questionamento para os leitores, até que ponto a obsessão por economia vale a pena? É possível encontrar um meio termo? Uma coisa é certa: é sempre bom ter uma reserva estratégica para alguma eventual despesa.
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada:
Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios.
Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa...
Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00.
Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde.
Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz.
Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida". (Max Gehringer)
Comentário: fica aí um questionamento para os leitores, até que ponto a obsessão por economia vale a pena? É possível encontrar um meio termo? Uma coisa é certa: é sempre bom ter uma reserva estratégica para alguma eventual despesa.
O verdadeiro motivo do assasinato do empresário britânico Neil Heywood
A verdadeira razão de Gu Kailai assassinar o empresário britânico Neil Heywood
Postado por: Luís Fernando Novaes Data: agosto 11, 2012 Em: China
Revelar seus crimes e os de Bo Xilai na colheita de órgãos levou ao assassinato de Heywood
O empresário britânico assassinado Neil Heywood sabia demais e, aparentemente, falou sobre o que sabia. Isso, segundo uma fonte familiarizada com o assunto, foi o motivo de sua morte.
O envolvimento de Heywood com Bo Xilai, um poderoso ex-político chinês recém-deposto, e Gu Kailai, a esposa de Bo Xilai, era muito mais extenso do que foi reportado anteriormente. Aparentemente, esse relacionamento incluía lucrar com a atrocidade da colheita de órgãos forçados de pessoas vivas e negociar seus órgãos e cadáveres. Também envolveu ajudá-los a planejar um golpe de Estado.
Heywood foi encontrado morto envenenado no Hotel Lucky Holiday na megalópole de Chongqing, no centro-oeste da China, em 14 de novembro de 2011. Em 10 de abril, Gu Kailai e seu empregado Zhang Xiaojun teriam sido postos em custódia por suspeita de assassinato.
Gu Kailai foi originalmente descrita pela mídia estatal chinesa como tendo assassinado Heywood devido a desacordos sobre questões financeiras. Em 25 de julho, em seu primeiro comentário sobre o assunto desde abril, a mídia porta-voz do regime chinês, a Xinhua, elaborou este motivo: como resultado de divergências sobre questões de negócios, foi dito que Gu Kailai temia que Heywood prejudicasse seu filho Bo Guagua e assim decidiu assassinar o empresário britânico.
Heywood certamente estava envolvido com os negócios da família Bo, ele ajudou a mover bilhões que Bo Xilai e Gu Kailai adquiriram através de diferentes acordos na China para contas no exterior.
Mas o envolvimento de Heywood foi muito além de mover dinheiro para o estrangeiro.
Tráfico de órgãos
O envolvimento de Heywood com Bo Xilai e Gu Kailai remete ao mandado de Bo Xilai na cidade de Dalian, na província nordeste de Liaoning. Bo Xilai foi prefeito da cidade de Dalian quando a perseguição à prática espiritual do Falun Gong começou em julho de 1999 e avançou em sua carreira tornando-se um dos primeiros e mais fervorosos nesta campanha.
Primeiro a cidade de Dalian e depois a província de Liaoning se tornaram lugares infernais para os praticantes do Falun Gong após Bo Xilai se tornar governador em 2000. De acordo com relatórios elaborados pelo website Minghui do Falun Gong, a província de Liaoning, durante o mandado de Bo Xilai como governador, teve o maior número de mortes de praticantes do Falun Gong devido à tortura e outros abusos entre as 33 províncias e cidades provinciais chinesas.
Em abril de 2006, o Epoch Times reportou pela primeira vez sobre o crime da colheita forçada de órgãos de pessoas vivas na China, com histórias detalhadas sobre um hospital em Sujiatun, um subúrbio da capital de Liaoning, cidade de Shenyang.
Na época que a extração forçada de órgãos foi descoberta pela primeira vez, havia cinco websites diferentes na província de Liaoning anunciando órgãos para transplante com preços listados, um coração novo custava 180 mil dólares, uma córnea nova 3 mil dólares. O maior destes empreendimentos era na cidade de Shenyang.
A colheita de órgãos de praticantes do Falun Gong começou logo depois que a perseguição foi iniciada em 1999.
Os canadenses David Kilgour, ex-secretário de Estado canadense para a Ásia-Pacífico, e o procurador da coroa David Matas, um advogado internacional de direitos humanos, investigaram as alegações de colheita de órgãos e publicaram um relatório chamado “Colheita Sangrenta” em julho de 2006, que posteriormente virou um livro. Eles alegaram que, nos anos de 2000-2005, 41.500 transplantes ocorreram na China em que a fonte mais provável dos órgãos foi de praticantes do Falun Gong.
Heywood estaria envolvido com Bo Xilai e Gu Kailai no negócio da colheita de órgãos em Liaoning, segundo a fonte do Epoch Times e foi isso que selou sua sentença de morte. Heywood começou a vazar informação sobre seu envolvimento nesta atrocidade.
Negociando em corpos
Heywood também estaria envolvido no comércio de cadáveres humanos.
Começando em 2000, duas fábricas abriram em Dalian para preservar corpos humanos para exposição.
Em 2003, a revista Oriental Outlook, uma afiliada da Xinhua, informou que em 2003 a China havia se tornado o maior exportador de cadáveres humanos e que uma das empresas da cidade de Dalian era a maior fábrica de mumificação humana no mundo.
No início deste ano, o Epoch Times obteve informações confiáveis da cidade de Dalian de que a grande maioria dos corpos disponibilizados às fábricas de mumificação era de praticantes do Falun Gong assassinados.
A lei chinesa proíbe a comercialização de órgãos humanos, exceto em certas circunstâncias, e Bo Xilai e Gu Kailai tinham condição de garantir que as empresas receberiam qualquer papelada necessária para lucrar com esses corpos.
Conspirando com oficiais de alto escalão do Comitê dos Assuntos Político-Legislativos (CAPL), como o ex-secretário Luo Gan, Gu Kailai e Bo Xilai aproveitaram as brechas na lei chinesa e impediram que familiares de praticantes do Falun Gong que foram torturados até a morte reivindicassem os corpos (as informações obtidas pelo Epoch Times não indicam que as empresas tivessem conhecimento da origem dos corpos).
Em vez disso, as agências de segurança pública e os tribunais recolhiam os corpos e os vendiam a um preço elevado para as fábricas de mumificação. De lá, os corpos eram enviados para museus em todo o mundo para exposição, gerando bilhões de dólares a cada ano.
Gu Kailai era responsável pela gestão financeira, publicidade online nacional e internacional e pela abertura de canais de exportação para o tráfico de órgãos e corpos humanos.
De acordo com a fonte do Epoch Times, Heywood assistiu Gu Kailai.
Planejando um golpe de Estado
O Epoch Times publicou reportagens exclusivas sobre como Bo Xilai, o chefe da segurança pública chinesa Zhou Yongkang e outros membros da facção do ex-líder chinês Jiang Zemin criaram um segundo centro de poder no PCC com base no CAPL. Eles tinham a intenção de que Bo Xilai assumisse o controle do CAPL no 18º Congresso Nacional do PCC em outubro deste ano, substituindo Zhou Yongkang, o atual chefe do CAPL.
No momento certo, Bo Xilai substituiria Xi Jinping, que deverá ser nomeado chefe do PCC no próximo Congresso e assumirá o comando do regime chinês.
No entanto, os conspiradores não esperavam a fuga de Wang Lijun, o ex-braço direito e capanga de Bo Xilai, para o consulado dos EUA na cidade de Chengdu em 6 de fevereiro, que veio a expor e destruiu todo o plano.
De acordo com a fonte do Epoch Times, Gu Kailai desempenhou um papel importante neste plano. Depois que Gu Kailai foi presa, para escapar da pena de morte, ela revelou os planos de Bo Xilai e Zhou Yongkang para derrubar Xi Jinping. Ela também admitiu que era a pessoa de contato entre Bo Xilai e Zhou Yongkang.
Gu Kailai afirmou que sob as ordens de Zhou Yongkang e Bo Xilai, ela realizou operações no exterior para subornar a imprensa estrangeira e usá-la para publicarem em favor de Zhou Yongkang e Bo Xilai, elevar seu status político deles e atacar e caluniar Xi Jinping.
Ela via Heywood como um assessor de confiança, que ajudou com atividades fora da China e que sabia dos planos de golpe de Zhou Yongkang e Bo Xilai.
Gu Kailai está sendo julgada pela morte de Heywood desde 9 de agosto na cidade de Hefei, província de Anhui. Analistas não esperam que qualquer informação nova sobre o assassinato de Heywood surja durante o evento.
Fonte: http://www.epochtimes.com.br/a-verdadeira-razao-de-gu-kailai-assassinar-o-empresario-britanico-neil-heywood/
Mais informações sobre o assunto em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Falun_gong /
Postado por: Luís Fernando Novaes Data: agosto 11, 2012 Em: China
Revelar seus crimes e os de Bo Xilai na colheita de órgãos levou ao assassinato de Heywood
O empresário britânico assassinado Neil Heywood sabia demais e, aparentemente, falou sobre o que sabia. Isso, segundo uma fonte familiarizada com o assunto, foi o motivo de sua morte.
O envolvimento de Heywood com Bo Xilai, um poderoso ex-político chinês recém-deposto, e Gu Kailai, a esposa de Bo Xilai, era muito mais extenso do que foi reportado anteriormente. Aparentemente, esse relacionamento incluía lucrar com a atrocidade da colheita de órgãos forçados de pessoas vivas e negociar seus órgãos e cadáveres. Também envolveu ajudá-los a planejar um golpe de Estado.
Heywood foi encontrado morto envenenado no Hotel Lucky Holiday na megalópole de Chongqing, no centro-oeste da China, em 14 de novembro de 2011. Em 10 de abril, Gu Kailai e seu empregado Zhang Xiaojun teriam sido postos em custódia por suspeita de assassinato.
Gu Kailai foi originalmente descrita pela mídia estatal chinesa como tendo assassinado Heywood devido a desacordos sobre questões financeiras. Em 25 de julho, em seu primeiro comentário sobre o assunto desde abril, a mídia porta-voz do regime chinês, a Xinhua, elaborou este motivo: como resultado de divergências sobre questões de negócios, foi dito que Gu Kailai temia que Heywood prejudicasse seu filho Bo Guagua e assim decidiu assassinar o empresário britânico.
Heywood certamente estava envolvido com os negócios da família Bo, ele ajudou a mover bilhões que Bo Xilai e Gu Kailai adquiriram através de diferentes acordos na China para contas no exterior.
Mas o envolvimento de Heywood foi muito além de mover dinheiro para o estrangeiro.
Tráfico de órgãos
O envolvimento de Heywood com Bo Xilai e Gu Kailai remete ao mandado de Bo Xilai na cidade de Dalian, na província nordeste de Liaoning. Bo Xilai foi prefeito da cidade de Dalian quando a perseguição à prática espiritual do Falun Gong começou em julho de 1999 e avançou em sua carreira tornando-se um dos primeiros e mais fervorosos nesta campanha.
Primeiro a cidade de Dalian e depois a província de Liaoning se tornaram lugares infernais para os praticantes do Falun Gong após Bo Xilai se tornar governador em 2000. De acordo com relatórios elaborados pelo website Minghui do Falun Gong, a província de Liaoning, durante o mandado de Bo Xilai como governador, teve o maior número de mortes de praticantes do Falun Gong devido à tortura e outros abusos entre as 33 províncias e cidades provinciais chinesas.
Em abril de 2006, o Epoch Times reportou pela primeira vez sobre o crime da colheita forçada de órgãos de pessoas vivas na China, com histórias detalhadas sobre um hospital em Sujiatun, um subúrbio da capital de Liaoning, cidade de Shenyang.
Na época que a extração forçada de órgãos foi descoberta pela primeira vez, havia cinco websites diferentes na província de Liaoning anunciando órgãos para transplante com preços listados, um coração novo custava 180 mil dólares, uma córnea nova 3 mil dólares. O maior destes empreendimentos era na cidade de Shenyang.
A colheita de órgãos de praticantes do Falun Gong começou logo depois que a perseguição foi iniciada em 1999.
Os canadenses David Kilgour, ex-secretário de Estado canadense para a Ásia-Pacífico, e o procurador da coroa David Matas, um advogado internacional de direitos humanos, investigaram as alegações de colheita de órgãos e publicaram um relatório chamado “Colheita Sangrenta” em julho de 2006, que posteriormente virou um livro. Eles alegaram que, nos anos de 2000-2005, 41.500 transplantes ocorreram na China em que a fonte mais provável dos órgãos foi de praticantes do Falun Gong.
Heywood estaria envolvido com Bo Xilai e Gu Kailai no negócio da colheita de órgãos em Liaoning, segundo a fonte do Epoch Times e foi isso que selou sua sentença de morte. Heywood começou a vazar informação sobre seu envolvimento nesta atrocidade.
Negociando em corpos
Heywood também estaria envolvido no comércio de cadáveres humanos.
Começando em 2000, duas fábricas abriram em Dalian para preservar corpos humanos para exposição.
Em 2003, a revista Oriental Outlook, uma afiliada da Xinhua, informou que em 2003 a China havia se tornado o maior exportador de cadáveres humanos e que uma das empresas da cidade de Dalian era a maior fábrica de mumificação humana no mundo.
No início deste ano, o Epoch Times obteve informações confiáveis da cidade de Dalian de que a grande maioria dos corpos disponibilizados às fábricas de mumificação era de praticantes do Falun Gong assassinados.
A lei chinesa proíbe a comercialização de órgãos humanos, exceto em certas circunstâncias, e Bo Xilai e Gu Kailai tinham condição de garantir que as empresas receberiam qualquer papelada necessária para lucrar com esses corpos.
Conspirando com oficiais de alto escalão do Comitê dos Assuntos Político-Legislativos (CAPL), como o ex-secretário Luo Gan, Gu Kailai e Bo Xilai aproveitaram as brechas na lei chinesa e impediram que familiares de praticantes do Falun Gong que foram torturados até a morte reivindicassem os corpos (as informações obtidas pelo Epoch Times não indicam que as empresas tivessem conhecimento da origem dos corpos).
Em vez disso, as agências de segurança pública e os tribunais recolhiam os corpos e os vendiam a um preço elevado para as fábricas de mumificação. De lá, os corpos eram enviados para museus em todo o mundo para exposição, gerando bilhões de dólares a cada ano.
Gu Kailai era responsável pela gestão financeira, publicidade online nacional e internacional e pela abertura de canais de exportação para o tráfico de órgãos e corpos humanos.
De acordo com a fonte do Epoch Times, Heywood assistiu Gu Kailai.
Planejando um golpe de Estado
O Epoch Times publicou reportagens exclusivas sobre como Bo Xilai, o chefe da segurança pública chinesa Zhou Yongkang e outros membros da facção do ex-líder chinês Jiang Zemin criaram um segundo centro de poder no PCC com base no CAPL. Eles tinham a intenção de que Bo Xilai assumisse o controle do CAPL no 18º Congresso Nacional do PCC em outubro deste ano, substituindo Zhou Yongkang, o atual chefe do CAPL.
No momento certo, Bo Xilai substituiria Xi Jinping, que deverá ser nomeado chefe do PCC no próximo Congresso e assumirá o comando do regime chinês.
No entanto, os conspiradores não esperavam a fuga de Wang Lijun, o ex-braço direito e capanga de Bo Xilai, para o consulado dos EUA na cidade de Chengdu em 6 de fevereiro, que veio a expor e destruiu todo o plano.
De acordo com a fonte do Epoch Times, Gu Kailai desempenhou um papel importante neste plano. Depois que Gu Kailai foi presa, para escapar da pena de morte, ela revelou os planos de Bo Xilai e Zhou Yongkang para derrubar Xi Jinping. Ela também admitiu que era a pessoa de contato entre Bo Xilai e Zhou Yongkang.
Gu Kailai afirmou que sob as ordens de Zhou Yongkang e Bo Xilai, ela realizou operações no exterior para subornar a imprensa estrangeira e usá-la para publicarem em favor de Zhou Yongkang e Bo Xilai, elevar seu status político deles e atacar e caluniar Xi Jinping.
Ela via Heywood como um assessor de confiança, que ajudou com atividades fora da China e que sabia dos planos de golpe de Zhou Yongkang e Bo Xilai.
Gu Kailai está sendo julgada pela morte de Heywood desde 9 de agosto na cidade de Hefei, província de Anhui. Analistas não esperam que qualquer informação nova sobre o assassinato de Heywood surja durante o evento.
Fonte: http://www.epochtimes.com.br/a-verdadeira-razao-de-gu-kailai-assassinar-o-empresario-britanico-neil-heywood/
Mais informações sobre o assunto em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Falun_gong /
Datena é bombardeado pela Record com multa de aproximadamente 30 milhões
21/08/2012 - 03h00
Justiça inicia execução de R$ 30 milhões de Datena
Folha de S.Paulo
Justiça inicia execução de R$ 30 milhões de Datena
Folha de S.Paulo
A Justiça autorizou o início da execução dos bens de José Luiz Datena (Band) com relação a um processo movido pela Record. A emissora entrou com uma ação com a cobrança de uma multa de aproximadamente R$ 30 milhões referente ao rompimento de contrato do apresentador com o canal em 2003.
Após vários recursos de ambos os lados já julgados, a Justiça iniciou a execução dos bens do apresentador.
"A execução estava parada, por conta dos recursos, mas agora voltou a andar", confirmou o advogado do apresentador, José Diogo Bastos. "Mas entrei com o pedido novo na Justiça, que ainda não foi apreciado."
Quando Datena voltou à Record em julho de 2011, assinou uma confissão de dívida (com relação a esse processo de 2003), que não seria cobrada caso ele cumprisse seu novo contrato até o fim. Dois meses depois, o apresentador deixou a emissora e voltou para a Band.
O departamento jurídico da Record já fez um levantamento das contas bancárias e bens de Datena que podem ser bloqueados caso ele não pague a multa. Na lista há casas, uma rádio e uma fazenda. Há alguns dias, Datena vem dizendo em seus programas que "está falido".
Procurados, Record e Datena não se manifestaram sobre o assunto.
Após vários recursos de ambos os lados já julgados, a Justiça iniciou a execução dos bens do apresentador.
"A execução estava parada, por conta dos recursos, mas agora voltou a andar", confirmou o advogado do apresentador, José Diogo Bastos. "Mas entrei com o pedido novo na Justiça, que ainda não foi apreciado."
Quando Datena voltou à Record em julho de 2011, assinou uma confissão de dívida (com relação a esse processo de 2003), que não seria cobrada caso ele cumprisse seu novo contrato até o fim. Dois meses depois, o apresentador deixou a emissora e voltou para a Band.
O departamento jurídico da Record já fez um levantamento das contas bancárias e bens de Datena que podem ser bloqueados caso ele não pague a multa. Na lista há casas, uma rádio e uma fazenda. Há alguns dias, Datena vem dizendo em seus programas que "está falido".
Procurados, Record e Datena não se manifestaram sobre o assunto.
Comentário: Isso é o que dá mexer com fogo e ficar de vai e vem. Agora segura a tua onda e reza, Datena.
Igreja Universal é condenada por "expulsar" o capeta em epiléptico
Igreja Universal é condenada por agressões contra fiel com epilepsia
Segundo autora da ação, pastores confundiram ataque epilético com possessão demoníaca
SÃO PAULO – A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a pagar R$ 10 mil, a título de indenização, a uma fiel. Na ação, Alcione Saturnino dos Santos relatou ter sofrido, em 2001, num templo da igreja localizado em Sumaré, na região de Campinas, interior paulista, agressões físicas de pastores sob alegação de que ela se encontrava “possuída pelo demônio”, após um ataque epilético. A decisão é do juiz Luís Francisco Aguilar, da 2ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.
O acórdão foi finalizado no último dia 14. A Justiça já havia condenado a Igreja Universal em primeira instância, mas a ré recorreu, alegando cerceamento de defesa, por conta da falta de provas. Entretanto, o recurso, segundo o TJ-SP, foi apresentado fora do prazo legal.
Na ocasião das agressões, o inquérito policial havia sido arquivado, sem apontar culpados. “Ainda que comprovado que o ataque partiu de ato voluntário de empregados ou terceiros, a requerida responde pelos danos causados, independentemente de culpa, observados os termos do Código de Defesa do Consumidor, aplicável à época dos fatos (20/02/2001 fls. 14), considerando que, como visto, é incontroversa a presença do autor no culto religioso”, diz um trecho do acórdão.
Em agosto de 2009, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia condenado a mesma Igreja Universal a indenizar, em 50 salários mínimos, o aposentado Higino Ferreira da Costa, também epilético. Na ação, o aposentado afirmou que, ao passar mal na frente de um dos templos da igreja, foi submetido a uma sessão de exorcismo. Levado ao altar, declarou ter desmaiado e sofrido várias convulsões. Depois, contou ter sido conduzido ao banheiro e agredido a socos e pontapés, além de ter roubada uma quantia em dinheiro.
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/igreja-universal-condenada-por-agressoes-contra-fiel-com-epilepsia-5842828
Comentário: mas que diabos é isso? Desencapetaram um epilético?
Segundo autora da ação, pastores confundiram ataque epilético com possessão demoníaca
SÃO PAULO – A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a pagar R$ 10 mil, a título de indenização, a uma fiel. Na ação, Alcione Saturnino dos Santos relatou ter sofrido, em 2001, num templo da igreja localizado em Sumaré, na região de Campinas, interior paulista, agressões físicas de pastores sob alegação de que ela se encontrava “possuída pelo demônio”, após um ataque epilético. A decisão é do juiz Luís Francisco Aguilar, da 2ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.
O acórdão foi finalizado no último dia 14. A Justiça já havia condenado a Igreja Universal em primeira instância, mas a ré recorreu, alegando cerceamento de defesa, por conta da falta de provas. Entretanto, o recurso, segundo o TJ-SP, foi apresentado fora do prazo legal.
Na ocasião das agressões, o inquérito policial havia sido arquivado, sem apontar culpados. “Ainda que comprovado que o ataque partiu de ato voluntário de empregados ou terceiros, a requerida responde pelos danos causados, independentemente de culpa, observados os termos do Código de Defesa do Consumidor, aplicável à época dos fatos (20/02/2001 fls. 14), considerando que, como visto, é incontroversa a presença do autor no culto religioso”, diz um trecho do acórdão.
Em agosto de 2009, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia condenado a mesma Igreja Universal a indenizar, em 50 salários mínimos, o aposentado Higino Ferreira da Costa, também epilético. Na ação, o aposentado afirmou que, ao passar mal na frente de um dos templos da igreja, foi submetido a uma sessão de exorcismo. Levado ao altar, declarou ter desmaiado e sofrido várias convulsões. Depois, contou ter sido conduzido ao banheiro e agredido a socos e pontapés, além de ter roubada uma quantia em dinheiro.
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/igreja-universal-condenada-por-agressoes-contra-fiel-com-epilepsia-5842828
Comentário: mas que diabos é isso? Desencapetaram um epilético?
Brasil possui o maior número de rodovias com pedágio no mundo
Brasil lidera o ranking das rodovias com pedágio no mundo
Com novas concessões, número deve ser o dobro da Alemanha; na malha total do País, porém, só 12% são asfaltadas
20 de agosto de 2012 | 22h 30
Renée Pereira, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O Brasil já tem a maior malha de rodovias pedagiadas do mundo. Quando concluir a licitação dos 7.500 quilômetros (km) previstos no pacote de concessão, lançado semana passada pelo governo federal, terá 22.973 km de estradas nas mãos da iniciativa privada - quase o dobro da segunda colocada, que é a Alemanha, com 12.788 km. Nos Estados Unidos, que detêm a maior malha rodoviária do mundo, a quantidade de rodovias com pedágios é de 8.430 km.
Apesar da liderança no ranking, o Brasil ainda deixa muito a desejar no quesito qualidade. Da malha total do País, apenas 12% é pavimentada. Boa parte, no entanto, em condições delicadas, conforme a última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). No ano passado, a associação avaliou 92.747 km de rodovias asfaltadas e detectou que mais da metade estava em condição regular, ruim ou péssima.
Com a crise no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), deflagrada no ano passado e que paralisou quase todas as licitações para manutenção das estradas no País inteiro, a tendência é que os números piorem ainda mais este ano. "Estamos muito mal. Não temos estradas, ferrovias e hidrovias", lamenta o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Servilha Duarte.
Na avaliação dele, o pacote do governo federal é emergencial, para melhorar uma infraestrutura já existente. Em alguns países, destaca o executivo, toda a malha rodoviária é pavimentada. Nos Estados Unidos, 67% das rodovias são asfaltadas. Na Índia, a malha pavimentada é equivalente a toda a malha brasileira, de 1,7 milhão de km.
O consultor Geraldo Vianna, diretor da CNT e ex-presidente da NTC&Logística, compartilha da mesma opinião de Duarte. Segundo ele, embora seja a sexta economia do mundo e tenha a maior malha pedagiada, o País ocupa a 20ª posição no ranking malha rodoviária ponderada pela extensão territorial e população. "Dificilmente conseguiremos consertar em poucos anos um abandono de três décadas. Neste momento, precisamos ter calma e objetivos claros para, talvez, conseguir corrigir em 15 anos o que estragamos em 30."
Para ele, mais importante do que os R$ 133 bilhões (ou R$ 80 bilhões nos primeiros cinco anos) do pacote é a mudança institucional e organizacional da área de transportes e logística. "O valor em si não representa muita coisa, já que está distante das necessidades do País e bem abaixo dos investimentos de nossos concorrentes China e Índia."
‘Ordem inversa’. Na opinião do professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, para aumentar o volume de estradas pavimentadas e reduzir a desigualdade no Brasil, o governo terá de fazer uma discussão muito mais profunda do que a atual. Os projetos atuais são decorrentes de uma demanda provocada pelo desenvolvimento regional, tem viabilidade econômica. "O resto tem lógica inversa: o projeto é que vai trazer o desenvolvimento regional para uma determinada região e, a partir daí, trazer o tráfego de veículo. Quem sabe um dia poderia ser concedida para a iniciativa privada."
Hoje, completa o professor, a demanda está concentrada em cerca de 50 mil km de estrada, que respondem por 80% da movimentação de carga do País. Um exemplo de Resende é a cidade de Juína, um município do Mato Grosso que fica na divisa com Rondônia. A carga agrícola produzida no local poderia ser levada para Porto Velho, a cerca de 300 km, e seguir via hidrovia. Mas a ligação entre as duas cidades é intransitável. "Toda produção tem de percorrer 3.150 km até o Porto de Paranaguá, no Paraná, para ser exportada. "O governo tem de selecionar corredores com potencial e trabalhar em cima. Isso cria um circulo virtuoso de longo prazo."
Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-lidera-o-ranking-das-rodovias-com-pedagio-no-mundo,123837,0.htm
Com novas concessões, número deve ser o dobro da Alemanha; na malha total do País, porém, só 12% são asfaltadas
20 de agosto de 2012 | 22h 30
Renée Pereira, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O Brasil já tem a maior malha de rodovias pedagiadas do mundo. Quando concluir a licitação dos 7.500 quilômetros (km) previstos no pacote de concessão, lançado semana passada pelo governo federal, terá 22.973 km de estradas nas mãos da iniciativa privada - quase o dobro da segunda colocada, que é a Alemanha, com 12.788 km. Nos Estados Unidos, que detêm a maior malha rodoviária do mundo, a quantidade de rodovias com pedágios é de 8.430 km.
Apesar da liderança no ranking, o Brasil ainda deixa muito a desejar no quesito qualidade. Da malha total do País, apenas 12% é pavimentada. Boa parte, no entanto, em condições delicadas, conforme a última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). No ano passado, a associação avaliou 92.747 km de rodovias asfaltadas e detectou que mais da metade estava em condição regular, ruim ou péssima.
Com a crise no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), deflagrada no ano passado e que paralisou quase todas as licitações para manutenção das estradas no País inteiro, a tendência é que os números piorem ainda mais este ano. "Estamos muito mal. Não temos estradas, ferrovias e hidrovias", lamenta o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Servilha Duarte.
Na avaliação dele, o pacote do governo federal é emergencial, para melhorar uma infraestrutura já existente. Em alguns países, destaca o executivo, toda a malha rodoviária é pavimentada. Nos Estados Unidos, 67% das rodovias são asfaltadas. Na Índia, a malha pavimentada é equivalente a toda a malha brasileira, de 1,7 milhão de km.
O consultor Geraldo Vianna, diretor da CNT e ex-presidente da NTC&Logística, compartilha da mesma opinião de Duarte. Segundo ele, embora seja a sexta economia do mundo e tenha a maior malha pedagiada, o País ocupa a 20ª posição no ranking malha rodoviária ponderada pela extensão territorial e população. "Dificilmente conseguiremos consertar em poucos anos um abandono de três décadas. Neste momento, precisamos ter calma e objetivos claros para, talvez, conseguir corrigir em 15 anos o que estragamos em 30."
Para ele, mais importante do que os R$ 133 bilhões (ou R$ 80 bilhões nos primeiros cinco anos) do pacote é a mudança institucional e organizacional da área de transportes e logística. "O valor em si não representa muita coisa, já que está distante das necessidades do País e bem abaixo dos investimentos de nossos concorrentes China e Índia."
‘Ordem inversa’. Na opinião do professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, para aumentar o volume de estradas pavimentadas e reduzir a desigualdade no Brasil, o governo terá de fazer uma discussão muito mais profunda do que a atual. Os projetos atuais são decorrentes de uma demanda provocada pelo desenvolvimento regional, tem viabilidade econômica. "O resto tem lógica inversa: o projeto é que vai trazer o desenvolvimento regional para uma determinada região e, a partir daí, trazer o tráfego de veículo. Quem sabe um dia poderia ser concedida para a iniciativa privada."
Hoje, completa o professor, a demanda está concentrada em cerca de 50 mil km de estrada, que respondem por 80% da movimentação de carga do País. Um exemplo de Resende é a cidade de Juína, um município do Mato Grosso que fica na divisa com Rondônia. A carga agrícola produzida no local poderia ser levada para Porto Velho, a cerca de 300 km, e seguir via hidrovia. Mas a ligação entre as duas cidades é intransitável. "Toda produção tem de percorrer 3.150 km até o Porto de Paranaguá, no Paraná, para ser exportada. "O governo tem de selecionar corredores com potencial e trabalhar em cima. Isso cria um circulo virtuoso de longo prazo."
Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-lidera-o-ranking-das-rodovias-com-pedagio-no-mundo,123837,0.htm
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